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Relações comerciais República Tcheca - Brasil
As relações entre os nossos países têm uma longa tradição. O Brasil como o primeiro país da América Latina reconheceu o Estado tchecoslovaco após a queda do império Habsburgo no final da Primeira Guerra Mundial. Depois a divisão da Tchecoslováquia em janeiro de 1993, foram estabelecidas relações com a República Tcheca.
As relações comerciais da antiga Tchecoslováquia com o Brasil têm uma rica história. Começaram logo após a desintegração do império Austro-Húngaro e a formação da República no ano de 1918. As marcas Škoda, ČKD, Jawa, etc. tiveram ótima repercussão no mercado brasileiro já no período entre as duas guerras mundiais, tendo apoiado de maneira considerável a imposição de nossos produtos no mercado local nos anos posteriores.
A longo prazo, o Brasil é o parceiro mais importante da República Tcheca, assim como já era para a Tchecoslováquia na região da América Latina. O seu extenso mercado sempre representava um destino importante de produtos tchecos, sobretudo os de maquinaria, incluindo conjuntos de investimento. Atualmente no Brasil há 9 grandes usinas geradoras de energia elétrica e 15 fábricas de cimento providas com equipamento de proveniência tcheca. Por outro lado, o Brasil antigamente foi um importante fornecedor de matérias-primas, alimentos e forragens de boa qualidade.
Após as mudanças estruturais em ambos os países no início dos anos 90 do século passado, começou a partir do ano de 1994, um processo expressamente favorável no que se refere ao intercâmbio comercial mútuo. Nestes anos, o Brasil ocupou de novo a posição privilegiada no comércio tcheco com a América Latina, tendo sido responsável por aproximadamente um terço do intercâmbio comercial no âmbito de todo o subcontinente. A importância do Brasil como parceiro comercial continua crescendo também graças à sua posição dominante no Mercosul.
Como perspectiva para as nossas empresas é possível considerar a participação delas na realização dos projetos energéticos e ecológicos – reconstrução dos conjuntos de investimento equipados com a tecnologia tchecoslovaca (fábricas de cimento, centrais térmicas e usinas hidroelétricas), e também fornecimentos de diesel-geradores, dragas de sucção, estações de bombeamento, instalações de depuração e tratamento de águas, liquidação de resíduos comunais e tóxicos etc.
Até o ano de 2004 um grande problema foi o déficit elevado da balança comercial do ponto de vista da República Tcheca. Mas no ano de 2005 aconteceu uma mudança radical, ficando a balança final quase equilibrada. As exportações tchecas em 2005 atingiram o montante de 188 milhões de dólares e as importações atingiram o montante de 199 milhões de dólares. Conforme a estatística final brasileira em 2005 mercadorias de proveniência tcheca foram importadas no valor de 215.8 milhões de dólares, o que representa um crescimento de mais de 150% em relação a 2004.
Os itens principais das exportações tchecas foram, durante mais de 30 anos, equipamentos para as fábricas de cimento, centrais térmicas e usinas hidrelétricas, máquinas gráficas, têxteis e para o tratamento de couro, técnica sanitária, rolamentos e peças para bicicletas. Em 2005, aos itens mais importantes pertenceram motores de combustão e de pistão (39,8%), trilhos (7,9%), partes componentes e peças sobressalentes para veículos a motor (5,5%) e partes componentes para os motores de pistão de ignição por faísca ou por compressão (4,4%).
Nas importações do Brasil no passado dominaram matérias-primas como minérios de ferro e de manganês, também soja triturada e café bruto. No ano de 2005, assim como no ano anterior, os itens mais importantes de importação foram representados por carne e miúdos de frango (12,7%) e aviões (11,7%). As importações de forragens baseadas em soja (5,6%), extratos, essências, concentrados de café, chá, chá-mate e substituições de café (5%) e tabaco (5%) também foram importados.
